Mexer no baú das lembranças dá
saudade de tempos que não voltam mais, melhor, até voltam, é só soltar a
imaginação.
Ainda pequena, lembro-me do meu
avô lendo pequenos livros coloridos, morávamos em um município de São Luís (MA),
numa fazenda. Vovô também contava “causos”, histórias da oralidade, eu gostava
muito de ouvi-lo. Às vezes, à noite, até sentia um pouco de medo. Sabe? Essas
histórias para uma criança, no clima de uma fazenda, no interior... nossa!, demorava a dormir, mas depois queria
escutá-lo novamente.
Mais tarde, já em São Paulo,
recordo-me que mamãe comprava livros através de uma revista chamada “circulo do
livro”. Uma vez pedimos Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. O livro era
capa dura, lindo, havia belas ilustrações e histórias maravilhosas. Aquele
mundo do livro parecia de verdade, eu me sentia fazendo parte de tudo. Não
posso deixar de citar ”A ilha perdida”, uma aventura e tanto.
Cresci e passei a comprar livros
em bancas de jornal como Sabrina, Bianca e fotonovela, romances envolventes.
Também nessa época lia Sidney Sheldon e outros. Hoje até pode parecer
engraçado, sei lá... não sou tão antiga, mas naquela época não tínhamos tantas
opções.
Os clássicos da literatura também
foram marcantes na minha vida. Quando li Vidas Secas chorei muito na cena da
morte da cachorra Baleia e em Dom Casmurro, o início do livro achei chatíssimo,
mas a partir do terceiro capítulo não consegui desgrudar do livro até
terminá-lo. Sou defensora de Capitu, afinal não se pode deixar envolver por
algo contado por alguém tão ciumento e inseguro quanto Bentinho. Declaro para
finalizar o meu amor pela obra “O pequeno príncipe”, viajo na pureza e magia do
menino.
Sobre escrita, adorava fazer
dissertações na época do colegial, era um tipo de desabafo do que fervilhava em
minha cabeça. Já tentei fazer diário, mas acabava desistindo. Minha vida de
escritora não durava muito tempo.
Ah!, agora fica uma dica: escolha um livro e comesse uma viagem
incrível... Até mais!
Sandra Rodrigues

Sandra,
ResponderExcluirGostei muito de seu relato e concordo com você em relação à personagem Capitu. Realmente, não se pode confiar em um “narrador machista e possessivo” como o Bentinho.
Parabéns pelo depoimento e pelo Blog.
Márcia Elisa
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirConheci o blog de vocês e achei muito interessante as postagens, mas vai uma dica - faça uma revisão da ortografia que ficará bem melhor.
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