sábado, 8 de junho de 2013

LEMBRANÇAS DE LEITURA E ESCRITA


Mexer no baú das lembranças dá saudade de tempos que não voltam mais, melhor, até voltam, é só soltar a imaginação.

Ainda pequena, lembro-me do meu avô lendo pequenos livros coloridos, morávamos em um município de São Luís (MA), numa fazenda. Vovô também contava “causos”, histórias da oralidade, eu gostava muito de ouvi-lo. Às vezes, à noite, até sentia um pouco de medo. Sabe? Essas histórias para uma criança, no clima de uma fazenda, no interior... nossa!,  demorava a dormir, mas depois queria escutá-lo novamente.

Mais tarde, já em São Paulo, recordo-me que mamãe comprava livros através de uma revista chamada “circulo do livro”. Uma vez pedimos Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. O livro era capa dura, lindo, havia belas ilustrações e histórias maravilhosas. Aquele mundo do livro parecia de verdade, eu me sentia fazendo parte de tudo. Não posso deixar de citar ”A ilha perdida”, uma aventura e tanto.

Cresci e passei a comprar livros em bancas de jornal como Sabrina, Bianca e fotonovela, romances envolventes. Também nessa época lia Sidney Sheldon e outros. Hoje até pode parecer engraçado, sei lá... não sou tão antiga, mas naquela época não tínhamos tantas opções.

Os clássicos da literatura também foram marcantes na minha vida. Quando li Vidas Secas chorei muito na cena da morte da cachorra Baleia e em Dom Casmurro, o início do livro achei chatíssimo, mas a partir do terceiro capítulo não consegui desgrudar do livro até terminá-lo. Sou defensora de Capitu, afinal não se pode deixar envolver por algo contado por alguém tão ciumento e inseguro quanto Bentinho. Declaro para finalizar o meu amor pela obra “O pequeno príncipe”, viajo na pureza e magia do menino.                                                                                                                    

Sobre escrita, adorava fazer dissertações na época do colegial, era um tipo de desabafo do que fervilhava em minha cabeça. Já tentei fazer diário, mas acabava desistindo. Minha vida de escritora não durava muito tempo.                 
   

Ah!, agora fica uma dica: escolha um livro e comesse uma viagem incrível... Até mais!

Sandra Rodrigues


3 comentários:

  1. Sandra,
    Gostei muito de seu relato e concordo com você em relação à personagem Capitu. Realmente, não se pode confiar em um “narrador machista e possessivo” como o Bentinho.
    Parabéns pelo depoimento e pelo Blog.
    Márcia Elisa

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Conheci o blog de vocês e achei muito interessante as postagens, mas vai uma dica - faça uma revisão da ortografia que ficará bem melhor.

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