quarta-feira, 5 de junho de 2013

Relatos de Experiência com a Palavra Escrita

Meu interesse pela leitura surgiu mesmo antes de frequentar os bancos escolares. Naquela época minha irmã mais velha já estudava, eu sempre me pegava folheando os cadernos e livros dela. Tinha uma vontade muito grande de aprender a ler e escrever, e mesmo sem estar alfabetizada, fazia minhas leituras.
 
Lembro-me que aprendi a ler e a escrever muito rápido. Tive duas professoras nas primeiras séries que marcaram minha experiência.  Na época aprendemos a ler com a cartilha Caminho Suave. Foi muito divertido a descoberta do mundo letrado. Assim como mencionou a colunista Danuza Leão em  Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004, tudo que caía em minhas mãos, ou meus olhos avistasse, eu lia. Um dia desses estava no ônibus, e vi um garoto com sua avó nesta fase de alfabetização, aquilo me remeteu a minha infância. Ele era eu alguns anos atrás. Lia tudo o que passava diante dos seus olhos, juntando sílabas, letras até formar palavras. Um mundo totalmente novo se descortina em nossa frente, é uma fase linda e que acabamos por esquecer, de quando não dominávamos o código escrito. Depois fica tudo tão automático e “natural” que mesmo sem nos darmos conta lemos o tempo inteiro.


Um dos primeiros livros que li na escola foi Marcelo, Martelo, Marmelo, gostei muito da historinha. Naqulea época,  não me lembro de frequentarmos a biblioteca da escola. Na minha casa a oferta de livros era precária, além dos livros didáticos, dispúnhamos de poucos exemplares. Um belo dia minha mãe chegou em casa com muitos livros, uma amiga estava de mudança e se desfez de muitos volumes, tinha livros sobre diversos assuntos. Eu escarafunchei aquelas pilhas de livros e escolhi um pelo título – Uma aprendizagem ou O livro dos Prazeres. Me deliciei com aquele livro, achei a história linda, ri, chorei, foi uma total descoberta. Depois vieram os volumes da coleção Para gostar de ler e Vagalume. Assim começou minha trajetória como leitora e produtora, em menor escala, de textos. Guardo até hoje as carteirinhas das bibliotecas públicas que frequentei, tinha o maior prazer em ver a carteirinha carimbada do começo ao fim.
Em se tratando da escrita, durante a minha infância e adolescência eu escrevia muito em diários, todos os  anos, sempre ganhava um daqueles diários com chavinha da minha mãe,  é uma pena que acabaram se perdendo, pois neles ficaram registrados parte da minha infância e adolescência.o
 
Débora Ribeiro
 

 

Um comentário:

  1. Olá Débora, realmente a coleção Para gostar de ler e Vagalume nos possibilita viagens gostosas na vivência leitora. Gostei do seu depoimento.

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