Sou do Sul de Minas e minha cidade é muito pequena, daquelas que dizemos só ter uma avenida que dá na praça com uma igrejinha, porém muito charmosa. Sou a mais nova de cinco filhos e desde que me lembro tive sempre muitos livros ao meu redor, motivo pelo qual aprendi a ler com cinco anos. Minha mãe teve grande participação, porém meus irmãos também contribuíram. Eu era fascinada por aqueles objetos que ocupavam tanto tempo de todos ao meu redor, ficava imaginando o que é que tinham de tão importante para todos passarem tanto tempo com eles nas mãos e quando comecei ler não parei mais, lia tudo o que caia nas minhas mãos.
O meu contato com a poesia também foi muito cedo, a minha irmã mais velha sempre participou de concursos de declamação de poesia na escola, e eu simplesmente não me desgrudava dela, portanto quando ela estava lendo as poesias em voz alta eu estava por perto brincando e hoje sei partes do Navio Negreiro de Castro Alves e várias outras poesias porque ela as declamou. A minha preferida era Plutão de Olavo Bilac.
Quando fui para a escola, toda ansiosa, aquela expectativa toda e pasmem!!!!!! A professora entra na sala, diz boa tarde a todos e fala que iríamos fazer um exercício para deixar as mãozinhas mais molinhas e só depois começaríamos a escrever. Quanta decepção!!! Na lousa ela rabisca os famosos rabinhos de porco e nós lá de olhos e bocas arregalados, já que a maioria sabia ler e escrever.
Os nossos pais logo se manifestaram e exigiram que tivéssemos mais, afinal seus filhos sabiam ler e escrever! A diretora aquietou-os prometendo averiguar. Ficamos na maior expectativa e foi anunciado que seria feita uma avaliação pela diretora com todos os alunos, e se soubéssemos realmente ler e escrever seria providenciada uma nova professora.
No dia da avaliação estávamos nervosos, pois ela seria feita pela diretora da escola, uma pessoa muito importante. Ela foi chamando um a um, e eu não aguentava de tanta curiosidade para saber como seria. Chegando a minha vez veio a surpresa... era a leitura de uma fábula - A Raposa e as Uvas. Saí da sala triunfante, pois leitura era o meu passatempo preferido.

A nova professora, Dona Izabel, era maravilhosa! Trazia atividades de leitura e escrita que nós adorávamos, lembro de um coleguinha, o Marcos, nós competíamos para ver quem era o melhor da sala e, findando o ano, a professora parabenizou toda a sala e disse que iria dar uma lembrancinha para os melhores e, para nossa surpresa eu e o Marcos empatamos no primeiro lugar. O nosso prêmio? Um livro! O Marcos ganhou o Pinóquio e eu O Flautista de Hamelin, amamos os livros e depois de lido e relido trocamos para ler já sem importar quem tinha sido o melhor.
Ducinete Rezende
O meu contato com a poesia também foi muito cedo, a minha irmã mais velha sempre participou de concursos de declamação de poesia na escola, e eu simplesmente não me desgrudava dela, portanto quando ela estava lendo as poesias em voz alta eu estava por perto brincando e hoje sei partes do Navio Negreiro de Castro Alves e várias outras poesias porque ela as declamou. A minha preferida era Plutão de Olavo Bilac.
Quando fui para a escola, toda ansiosa, aquela expectativa toda e pasmem!!!!!! A professora entra na sala, diz boa tarde a todos e fala que iríamos fazer um exercício para deixar as mãozinhas mais molinhas e só depois começaríamos a escrever. Quanta decepção!!! Na lousa ela rabisca os famosos rabinhos de porco e nós lá de olhos e bocas arregalados, já que a maioria sabia ler e escrever.
Os nossos pais logo se manifestaram e exigiram que tivéssemos mais, afinal seus filhos sabiam ler e escrever! A diretora aquietou-os prometendo averiguar. Ficamos na maior expectativa e foi anunciado que seria feita uma avaliação pela diretora com todos os alunos, e se soubéssemos realmente ler e escrever seria providenciada uma nova professora.
No dia da avaliação estávamos nervosos, pois ela seria feita pela diretora da escola, uma pessoa muito importante. Ela foi chamando um a um, e eu não aguentava de tanta curiosidade para saber como seria. Chegando a minha vez veio a surpresa... era a leitura de uma fábula - A Raposa e as Uvas. Saí da sala triunfante, pois leitura era o meu passatempo preferido.
A nova professora, Dona Izabel, era maravilhosa! Trazia atividades de leitura e escrita que nós adorávamos, lembro de um coleguinha, o Marcos, nós competíamos para ver quem era o melhor da sala e, findando o ano, a professora parabenizou toda a sala e disse que iria dar uma lembrancinha para os melhores e, para nossa surpresa eu e o Marcos empatamos no primeiro lugar. O nosso prêmio? Um livro! O Marcos ganhou o Pinóquio e eu O Flautista de Hamelin, amamos os livros e depois de lido e relido trocamos para ler já sem importar quem tinha sido o melhor.
Ducinete Rezende

Muito legal essa competição saudável com seu amiguinho. Interessante sua história.
ResponderExcluirObrigada Sandra! Hoje sendo professora já pude observar com os alunos do 6º ano esse espírito competitivo no Projeto Centopeia. Eles ficam ansiosos para saber quem é que já leu mais da sala deles e o da sala dos concorrente, que são os dos outros 6ºs anos.
ResponderExcluir